Belleville

Belleville

Estávamos em março ainda morando em Belleville, com nossos vizinhos subdesenvolvidos (vou aqui adicionar que são ricos culturalmente para não me enviarem a polícia do bom mocismo), com nossos bolsos subdesenvolvidos, com nossa serenidade subdesenvolvida. O contrato de locação estava para ser renegociado, eu estava meio de saco cheio do bairro sem ter coragem de admitir isso para mim mesmo, já que a opção faz o esnobe.

EIS QUE durante um contrato curto de motorista durante o carnaval (carnaval aqui na França é perfeito, ele praticamente não existe) eu esbarro com um señor simpático, motorista de outra empresa. Ele me diz que precisam de brasileiros full time, que a empresa é boa, que não tem frescura, etc. Ligo para o dono da empresa e uma semana depois estou com um contrato até janeiro de 2012, com possibilidade de virar um contrato de tempo indeterminado.

EIS QUE nosso caríssimo Bruno Carvalho Tapajós pede transferência para Reims, a capital da Champagne, e nos oferece para alugar o apartamento dele em Maison Blanche, um quartier mais calmo e crasse médja, quarto, sala, cozinha, banheiro… Nuestra madre, todo al mismo tiempo!

Enquanto isso comecei a trabalhar, com clientes brasileiros da CVC e latino americanos da Europamundo, gente à rodo, falando franportunholcês todos os dias. E comecei a me despedir de Belleville. É um bairro muito legal, só é muito zoneado em algumas partes (minha ex rua por exemplo). Saca Baixo Gávea quando o Flamengo ganhou o Campeonato Brasileiro?

Belleville estilo BG

Belleville estilo BG

Grafitti

Grafitti

Como todos sabem, os chineses (Belleville é o bairro, depois quartier de la Gare no 13éme, com maior numero de chineses) no ano novo deles estouram fogos e soltam os dragões para espantar os maus espíritos e os donos de ouvidos sensíveis.

Ano Novo Chinês

Ano Novo Chinês

Ano Novo Chinês

Ano Novo Chinês

Ano Novo Chinês

Ano Novo Chinês

Ano Novo Chinês

Ano Novo Chinês

Vimos eu e o afael Genu um show do Low, foi bacana.

Show do Low

Show do Low

 

Bad boys... na Disney

Bad boys... na Disney

Tudo que eu precisava, um lugar na França onde os homens são homens, o meio de transporte é a Harley Davison e a cerveja é o remédio para todos os males. Ops, acho que errei de post. Na verdade esse post é sobre um lugar onde os arco íris são feitos de marshmallow e os unicórnios voam livremente. Isso mesmo meus amigos, a Disney.

O Antoine e a Fernanda têm uma carteirinha da Disney, então a gente pagou metade do preço pra entrar com eles. Tava um pouco frio, mas choveu pouco. Somente choveu nos momentos em que a gente estava em área descoberta. Hehehe, era chuvisco.

O lance é chegar umas 9 e meia (RER A demora entre 40 minutos e uma hora pra chegar, de carro estrada mais estacionamento dá até mais, de ônibus especial acho que é mais rápido que carro). Entrar e já pegar o Free Pass, o corta-fila. Aí visita as atrações com menos filas e volta nas atrações mais cheias no horário marcado.

O parque Disney é do lado do MGM Studio, dá pra visitar os dois no mesmo dia.

Desfile de manhã

Desfile de manhã

Pateta!

Pateta!

Quando passou o Peter Pan eu me perguntei se ele tinha feito bronzeamento artificial, ou se ele tinha passado por um mês de dieta composta exclusivamente de cenoura. Me fez pensar um pouco também sobre as preferências sexuais do rapaz alaranjado (e maquiado).

Peter Pan

Peter Pan

Hook

Hook

Mesmo adulto continuo gostando das mesmas coisas, um cenário de pirata.

Piratas do Caribe

Piratas do Caribe

Caribe

Caribe

Cascata

Cascata

Piratão

Piratão

Que meda!

Que mêda!

As minas

As minas

Feliz como uma criança

Feliz como uma criança

 

Fizemos (Anna contribuiu deixando o ambiente mais alegre e bonito) em fevereiro um jantar para o casal fofinho Mariana e Sylvain, ainda no nosso apertamento de Belleville.

Mariana, Sylvain e Anna

Mariana, Sylvain e Anna

De entrada tomates farcies frios com pesto e mozzarela.

Tomates farcies

Tomates farcies

Prato principal picado de cordeiro com legumes, um prato que eu tirei do livro de receitas francesas que as minha amigas francesas Nadia e Sabrine me deram. Nabo anão, cenoura, endívia, aspargos verdes, echalote (cebola pequena) e vagem palito.

Navarin Printanier

Navarin Printanier

Pra ficar pitoresco coloquei o vinho num pichet. A tulipa na foto é por causa do Crémant de Bourgogne que a gente tomou antes.

Pichet

Pichet

As belas se divertiram.

Mariana

Mariana

Anna

Anna

Alô alô pessoal, são 45 dias desde o último post, e o que eu mais fiz nesse tempo foi trabalhar como moturista. No começo de dezembro eu ainda não sabia se iria ser contratado para o período, mas felizmente apareceram muitos serviços para a empresa, e me contrataram de 20 de dezembro a 20 de janeiro. Botei terno, gravata e demais apetrechos formais de vestuário e fiz turnos que geralmente duravam 12 ou mais horas. Depois do dia 10 de janeiro a turistada brasileira deu um sossego, e os turnos ficaram menores.

Dezembro começou nevando, bem bem frio, porém depois foi ficando mais tranquilo. Eu já falei que houve bastante exagero na cobertura dos problemas acarretados pela neve na França no mês passado? Pois é, pela imprensa parecia que o país tinha parado: a greve geral foi muito pior! De qualquer forma a partir de 25 de dezembro o tempo esquentou pra 5 graus, e depois chegou até uns 10 graus. Agora está esfriando de novo.

Neve

Neve

A Cour do nosso prédio

A cour do nosso prédio

Quem está na Europa tem que aproveitar e curtir o Natal como se deve, com frio e neve. Assim dá até pra quase acreditar na vinda do Papai Noel, justifica aquele manto pesado de lã, só não precisava ser vermelho aberrante. Anninha entrou no clima cedo em dezembro.

Árvore de Natal

Árvore de Natal

Decoração

Decoração

O grande acontecimento foi a vinda da Julia e da Dri à Paris! Ficaram na nossa casa, ilustres convidadas. A Julia chegou primeiro, trazendo minha guitarra. Desculpem a foto tremida, tem várias assim nesse post.

Juju chegando

Juju chegando

Levamos ela conosco para o natal na casa do Genu. Eu estava trabalhando até o dia 23, e acordei dia 24 com uma diarréia horrível. Acreditem: na festa de Natal não cozinhei nada, estava com febre, sonolento, e comi apenas cream cracker e tomei água, enquanto os outros bebiam e comiam até cair. Nunca passei por algo semelhante, parece um filme de horror, daqueles mal feitos. Hehe, tô brincando, apesar de tudo foi divertido.

Les cariocas à Paris au Nöel

Les cariocas à Paris au Nöel

Família Nery Faria!

Família Nery Faria!

Tati e Cinthia

Tati e Cinthia

E eu só olhando

E eu só olhando

Soso e Juju

Soso e Juju

No dia 25 tive que trabalhar 9 da manhã, acreditem, e a Adriana chegou nessa tarde. Folga mesmo só no dia primeiro de janeiro. Aí começou o bate perna da Dri e da Julia em Paris.

Jardin des Plantes

Dri e Juju

Jardin des Plantes

Jardin des Plantes

Instituto do Mundo Árabe

Instituto do Mundo Árabe

Como não pode deixar de ser, fizemos um fondue para saudar as visitantes.

Fondue

Fondue

 

A Virgínia também recebeu amigos pro Natal, vieram do Canadá o Fábio e o Benoit. No dia 31 eu trabalhei até umas 18hs e consegui passar em casa antes da festa de fim de ano no apê da Virgínia. Assim pude verificar que Anna, Dri e Julia tinham comprado um, APENAS UM, crémant de bourgogne. Como se vai passar uma festa de ano novo com UMA garrafa de espumante? AMATEURS!!!

Conversa na cozinha

Conversa na cozinha

Banquete

Banquete

Abertura do crémant

Abertura do crémant

Tudo acaba em samba

Tudo acaba em samba

Casal no Ano Novo

Casal no Ano Novo

Miguchas

Miguchas

Sério????

Sério????

Alguns dias depois, eu sempre trabalhando e não podendo acompanhar as amigas nos passeios, a Dri foi visitar a Gisele em Barcelona. Fizemos uma despedida num bar bem legal na Rue Oberkampf, meu novo Baixo Gávea, o pub La Mercerie.

Faltamos eu e a Dri na foto

Faltamos eu e a Dri na foto

Andando por ali descobri um paraíso dos brother: um pub-sinuca-dardo-boliche passando vídeos de rock!

Boliche

Boliche

Sinuca

Sinuca

Depois que nos livramos da Dri ops… err que a Dri viajou, fizemos um OUTRO fondue. É a época gente, e o Fábio e o Benoit ainda não tinham passado pela experiência.

Mais um fondue

Mais um fondue

Que acabou em samba

Que acabou em samba

Tintin!

Tintin!

Eu tinha combinado com meu colega de trabalho Antoine de o visitar em Boulogne, colado no oeste de Paris. Fomos eu, Anna e Julia, e acabamos jogando uma partida de pôquer onde a Fernanda, esposa brasileira do Antoine, quebrou todo mundo rapidinho.

Jogatina

Jogatina

DEALER!

DEALER!

Antes de acabar a estadia da Julia em Paris levamos ela num japonês perto da Bastille, e no Chez Papa do 19éme. Chez Papa é um restaurante que já comentei nos primeiros posts, tem filiais por Paris e serve comida do sudoeste francês, tipo comida que o D’Artagnan comia na infância. Carnes de caça, comida camponesa, tomilho e alecrim, legumes, confits, cocotes! Nham!

"Eu sei usar"

"Eu sei usar"

Chez papa

Chez papa

Hmmmm

Hmmmm

To mastigando

To mastigando

Luminária do Chez Papa

Luminária do Chez Papa

Com a casa vazia após a partida da Julia, fiz um almoço aqui em casa num domingo para o Genu, a Sheilinha e a Sofia conhecerem nossa mansão, e de quebra chamamos o Bruno e a Virgínia, habitués. Fiz um frango no curry com legumes, mas digamos que a comida tenha ficado com um grau de apimentado acima do esperado… A Sofia gostou muito do mezanino, virou a fortaleza dela, e ainda aprendeu a subir e descer a escada.

Sheilinha

Sheilinha

Monsieurs chapados

Monsieurs chapados

A Sofia gosta de todo mundo!

A Sofia gosta de todo mundo!

Aproveitamos um outro domingo para finalmente conhecer Versailles por dentro (eu levei vários clientes pra lá, mas só conhecia por fora). Como Luis 14 obrigou a maioria dos representantes e funcionários graduados do governo e do exército a se mudar para Versailles, em volta do castelo se formou a cidade que vemos hoje, considerada meio esnobe e burguesa pelos parisienses. Cidadezinha calma e agradável. O castelo em si não é gigantesco, e só tem dois andares, sem contar as caves. Era uma região onde Henrique 4 caçava, e seu filho Luis 13 gostava do lugar, por isso comprou o château de uma família que ele frequentava. Botou abaixo o antigo, e construiu um pequeno castelo de campo, de estilo renascentista geométrico, que hoje em dia forma o centro do palácio atual.

Luis 14 cresceu sonhando em transformar o castelo em um dos maiores e mais imponentes da Europa, e também sair da zona que era Paris, cheia de revoltas e revoltosos. Quando Luis 14 já era adulto, mas ainda com o Cardeal Mazarin vivo, seu ministro de finanças, Nicolas Fouquet, deu uma festa de inauguração de seu novo castelo em Vaux-le-Vicomte. O rei chegou na festa e viu um dos mais fantásticos e bem decorados castelos da época. “Hmmm, de onde veio tanto dinheiro?”. Prisão para Fouquet, e de quebra Luis XIV obrigou o arquiteto (Le Vau), o decorador (Le Brun) e o paisagista (Le Nôtre) do castelo a trabalhar para ele, aumentando e melhorando o pequeno castelo de caça do pai dele em Versalhes.

As obras começaram em 1663 e na verdade só terminaram com Luis VIII, na volta da monarquia no século XIX. Enveloparam o castelo antigo numa construção maior, adicionaram alas, aumentaram os jardins. Tiveram de construir uma máquina enorme de madeira para bombear a água do Sena até o alto de um aqueduto que abastecia o castelo. Versalhes e seu rei viraram o símbolo máximo do absolutismo europeu. Luis XIV criou etiquetas e rituais diários que o transformavam em algo maior que um homem, um ser divino, o estado personificado. Custou uma fortuna na época, mas o rei gastava muito mais nas suas expedições militares, o que colocava em perspectiva o esforço de construir um castelo digno do império francês.

Portão de entrada

Portão de entrada

Parte mais antiga do castelo

Parte mais antiga do castelo

Varanda e bustos

Varanda e bustos

Após a morte de Le Vau, Jules Hardouin-Mansart se tornou o arquiteto do rei, e continuou as obras em Versalhes. Ele foi um dos arquitetos que popularizou o uso dos tetos em dois ângulos, que dão mais espaço ao sótão mas exige que as janelas saiam do telhado. Foi por isso que passaram a chamar de mansardas, mas não foi ele quem inventou.

Teto e janelas estilo mansarda

Teto e janelas estilo mansarda

Olha ele aí

Olha ele aí

Galeria de espelhos

Galeria de espelhos

Um dos quartos das princesas

Um dos quartos das princesas

Orangerie

Orangerie

Foto clássica

Foto clássica

O jardim no inverno

O jardim no inverno

Jardim estilo francês

Jardim estilo francês

Fiquem agora com fotos aleatórias tiradas nos intervalos do meu trabalho.

ET, minha casa

ET, minha casa

Casamento múltiplo

Casamento múltiplo

Torre Eiffel

Torre Eiffel

Luz vermelha

Luz vermelha

Esperando o Eurostar de Londres

Esperando o Eurostar de Londres

É claro que a gente sente saudade, uma das coisas que vem com esse metier de expatriado é a saudade. Mas existem vários tipos de saudade. Mas a única saudade dificil é a das pessoas: lugares e aspectos culturais (língua, comida, etc…) você se sai bem com as alternativas. O fondue é uma dessas alternativas. Num lugar frio combina bem fundir um monte de queijo numa panelinha e ficar lutando com um garfinho desajeitado e perdendo pedaços de pão no meio daquela gororoba. É sucesso garantido.

Fondue fundindo

Esperando o fondue

Ei casal, estão com fome?

Ei casal, estão com fome?

Fui numa fromagerie e pedi queijo pra fondue. Assim, sem rodeios, sem tentativas de mostrar que eu sabia alguma coisa, leigo completo. O simpático queijeiro me ofereceu a mistura savoyarde, da região fronteiriça com a Suíça. Ou seja, lugar por onde passou Asterix no caminho para a Helvécia. A mistura foi dos queijos beaufort, comté, emmental e abondance, muito bom o resultado, recomeeeeeeeeeindo. Obviamente tudo acabou em samba.

As 3 "tenoras"

As 3 "tenoras"

Homens embevecidos

Homens embevecidos

Cansado de tanto samba, fui ver um show de rock com o Genu. Tortoise abrindo para o Broken Social Scene, no Elysée Mortmartre. Lugar grande, bacana, tava cheio mas não lotado, ótimo show do Tortoise, show muito bom do BSS, banda canadense com um milhão de músicos, tô brincando só uns 15. No meio do show eu não sabia mais quem era bateirista, quem tocava guitarra, quem cantava, todo mundo fazia tudo, só o vocalista principal parecia estar sempre em foco. Como um supertime de músicos da cena rock indie do Canadá. Só achei meio longo, e o som freak jazz funk do Tortoise me atrai mais.

Dois velhos indies

Dois velhos indies

Errr... É o Broken Social Scene ou o Tortoise???

Errr... É o Broken Social Scene ou o Tortoise???

Recebemos a visite ilustre da Fátima e do Bi, mãe e padastro da Anna. Ficaram aqui em casa por alguns dias, eu estava trabalhando mas a Anna os acompanhou nos programas turísticos. Estava frio, mas não choveu muito, e o céu até abriu alguns dias. Fomos em 3 restaurantes, um deles o Alcazar, restaurante chique com serviço lento e comida excelente na rua Mazarine.

Visita ilustre

Visita ilustre

Outro restaurante foi o indiano aqui perto de casa, serviço simples e acolhedor e comida indiana de primeira.

Jantar no indiano

Jantar no indiano

No indiano

No indiano

Anninha ficou gripada um dia e eu saí pra encontrar o Genu e a Sheilinha num restô em Saint-German, o irmão do Genu estava na área. Depois de comer fomos passear no mercado do bairro, por fora parece um mercado romano, e por dentro é um shopping centerzinho. A Sofia ficou fazendo uma zona danada nas lojas de roupas.

Sheilinha e Genu

Sheilinha e Genu

Que alegria

Que alegria

Baita cogumelos

Baita cogumelos

De noite fui assistir um sarau musical organizado por brasileiros num restaurante chamado Le Fleurus, perto da Cité e frequentado inevitavelmente pelos graduandos e pósgraduandos. As atrações principais anunciadas eram o Aleh Ferreira (ex Black Rio e compositor de Dona da Banca) e André Carvalho (o Deco, filho do Dadi, compositor de Tudo Diferente). Ficamos eu, Virgínia e Alessandra vendo o show animado, a galera dançando. Até que chegou o Serjão Loroza, aquele ator e cantor grandão. Figuraça da semana, engraçado pacas, e eu não sabia, toca e canta melhor ainda, parecia que o Tim Maia tinha encarnado no salão.

Deco e Aleh Ferreira

Deco e Aleh Ferreira

Deco

Deco

Finalmente conseguimos nos encontrar com Mr Paglione, morador de Berlim com a Katarina. Eles vieram visitar a Paris Photo 2010 e nos visitar. No primeiro dia fomos num restaurante perto do Pompidou.

João e Katarina

João e Katarina

Nuestra santa madre!

Nuestra santa madre!

Beaucharme et Bonmarché

Beaucharme et Bonmarché

No fim de semana teve aniversário da Sofia, pequena humana com poderes especiais. Também conhecida como fadinha, completando dois ciclos solares.

Parabéns-pra-você!

Parabéns-pra-você!

Ei!

Ei!

Do lado do escritório do meu trabalho tem uma padaria de uma polonesa, e a gente compra o café pós-almoço anti-sono lá.

Antoine comprando café

Antoine comprando café

Numa dessas começa a cair a primeira neve do ano.

Primeira neve do ano

Primeira neve do ano

A Sheilinha ficou gripada um dia (olha essas gripes femininas) e não podia mais ir no show do Teenage Funclub. Genu me ofereceu e comprei o ingresso dela. Foi no Point Ephémère, casinha de show na beira do canal Saint-Martin. A banda que abriu foi a Das Brazilians, bacana o som. Perguntei pro bateirista porque o nome “Os brasileiros” em alemão de uma banda francesa que canta em inglês, e a resposta foi “somos amigos de colégio, não tem explicação”.  O show do Teenage Funclub começou divertido, aquele rock fofo (às vezes fofo demais), os caras já com caras de tio, mas enfim, uma hora o lugar ultralotado e a fofura constante me entediaram e fui embora faltando um terço pra acabar. Mas valeu, nunca tinha visto eles ao vivo.

Le Point Ephémère

Le Point Ephémère

Das Brawilians

Das Brazilians

Antes da partida do João pra Berlim fizemos um outro fondue. As fotos são do João.

A gênesis do fondue

A gênesis do fondue

Uma flor com olhos de flor?

Ampelmann - os bonequinhos alemães de trânsito

Rapherix e os helvéticos

Rapherix e os helvéticos

Grande angular do quarto/sala

Grande angular do quarto/sala

Um dia saímos eu e um pessoal da firma pra tirar umas fotos da empresa. O dia tava nublado, não estava muito propício para fotos, mas mesmo assim conseguimos aproveitar alguma coisa do CDG e dos Inválidos. Essa foto embaixo é no aeroporto particular Beauvais, eu não fui modelo das fotos, mas nessa eu pedi pra tirar uma foto de mim. É  assim que os motoristas da empresa se vestem. Tava um frio de rachar coquinho, com o vento ajudando a atrapalhar.

Um colarinho pra dentro

Um colarinho pra dentro

O Rafael Tosta, camarada que conheci nas violadas de Paris, ia voltar pro Brasil e organizou um sarau-despedida. Ele ia tocar num bistrot do Faubourg-Saint-Antoine e chamou uns amigos. No dia anterior fez um corte no dedo preparando caipirinhas. Me ligou e perguntou se eu poderia substituir. Fizemos um ensaio no dia mesmo, e partimoms para a guerra, seja o que Deus quiser, mas sou ateu.

Rafa Tosta e Banda

Rafa Tosta e Banda

Virgínia Bessa nos agraciou com sua habilidade vocal.

Participação especial

Participação especial

Dueto

Dueto

Animação

Animação

Público entusiasmado

Público entusiasmado

Depois desse show combinamos que eu, Virgínia e Rodrigo, o percussionista, íamos formar uma bandinha de música brasileira pra tocar nos bares da vida. Estamos ensaiando, e já tocamos algumas poucas vezes, ainda sem ganhar.

Tem feito frio, então alguns dias eu precisei ir vestido de BOPE pro trabalho.

Preparado para -5

Preparado para -5

Lava roupa todo dia... no China Self Service...

Lava roupa todo dia... no China Self Service...

Preparando a árvore

Preparando a árvore

Neve

Neve

Biblioteca sob a neve

Biblioteca sob a neve

Boneco derretido

Boneco derretido

Na sexta fomos numa festa de amigos do Rodrigo e tocamos um pouco. Festa de um francês e uma colombiana, com amigos franceses, brasileiros, um portoriquenho, uma equatoriana e um australiano. Globalizatex. Aprendi que Porto Rico é efetivamente parte dos EUA. Quem nasce lá é americano. Mas quem habita lá, veja a maluquice, não pode votar para presidente e não paga impostos. Acho que eu toparia algo assim, pois como disse o gênio Frank Zappa, o mundo não precisa acabar somente em fogo ou gelo, existem mais duas alternativas: burocracia e nostalgia.

A empresa fez um jantar de final de ano, deu presentes para os motoristas, teve discursos emocionados, tiradas engraçadas, muito vinho e risadas. No final veio o Amigo Oculto, e o meu presenteador estava gripado e não pôde aparecer, o Abel, contador francomarroquino gente boa.

Festa de final de ano da DUGA

Festa de final de ano da DUGA

O outono chegou em outubro, e com ele o fim dos agradáveis e intermináveis dias de verão. Começou a chover mais frequentemente, os dias foram ficando mais nublados, o tempo ficou frio, ficou quente, ficou frio, ficou quente, ficou frio e agora parece que não fica mais quente até 2011. Eu nunca fui um garoto de praia mesmo (mentira, fui sim, mas depois perdi esse elan). O tempo frio é bom para o caráter de um homem. Eu gostaria de acreditar nisso.

Num desses primeiros dias frios e chuvosos marquei de tomar uma cerva com o Moralez. Ele tava morando com sua namorada Patrícia, também paulista, perto da République, então marcamos na esquina da praça com o Faubourg du Temple. Fiquei la com meu não-guarda-tanto-essa-chuva-lateral observando os parisienses apressados , envolvidos com sua rotina parisiense, indo não sei pra onde. Ali tem um circo meio teatro meio saltimbancos, não entendi direito, achei engraçado.

O desgraçado do Rafa Moralez não aparecia, aí resolvi procurar ele na esquina da Rue du Temple, eu tinha explicado que era no Faubourg, mas tudo bem, é normal. Atravessando a praça ouço um barulho POU, e uma menina foi atropelada ali na hora. O carro não parou e foi embora. Juntou uma galera em volta da menina, ela parecia meio mal, mas não diria fatalmente ferida. Uma cena horrível. Ela estava bem acessorada, tinha gente ligando para a polícia e para a ambulância, fui procurar o Rafa, já eram 30 minutos da hora marcada.

Ele não tava lá… Liguei pra Pat e perguntei. Ela matou a charada, ele tava me esperando no BOULEVARD du Temple. Eu tinha me esquecido dessa terceira opção, na mesma praça, com nome de “du Temple”. Coisa meio de portuga né não? Dos franceses, não minha gente. Achei o rapaz e fomos prum bar perto do Cirque d’Hiver. Ficamos conversando sobre política e bebendo cerveja.

Moralez em Brasília... Onde?!?

Moralez em Brasília... Onde?!?

Aqui na Europa começou há uns anos esse lance de Nuits Blanches, que são noites onde alguns museus ficam abertos a noite inteira com exposições especiais, e também com shows e instalações nas ruas. Em São Paulo inspirou a Virada Cultural, e mais recentemente no Rio o Viradão Carioca. Os gays fazem o Viadão Carioca faz tempo (eu não podia deixar passar). Enfim, uma noite super artística, multicultural, étnica, com muita diversidade, sendo uma excelente oportunidade para evitar tudo isso e ir para um lugar onde não tenha gente pacas. Resolvemos encontrar o Bruno, a Alê e o Edgar na Contrescarpe, o meu Hipódromo, o meu BG daqui.

A noitada foi ótima, bebemos e conversamos. O problema foi voltar, já eram duas da manhã e o metrô havia acabado de fechar. Imaginamos pegar um táxi, mas começamos a perceber que todas as pessoas na rua queriam fazer o mesmo, criando filas enormes. Pensamos no Noctilien, mas não tinha nenhum Noctilien rodando, apesar ser um evento planejado pela prefeitura. Inacreditável. Resultado: fomos andando da Mouffetard até a République. Lá pegamos uma bicicleta cada um, precisei usar meu cartão pra pegar uma Vélib pra Virginia, o que bloqueou parte do dinheiro da nossa conta que tava no final, durante uma semana, pra colocar a cereja no topo do bolo. Quero dizer, o que colocou realmente a cereja foi que a única bicicleta disponível não conseguia dar a volta completa dos pedais, eu tive que ficar dando meia volta, voltando o pedal, mais meia volta, volta o pedal. Infernal, e numa ladeira para cima. Chega de Nuits Blanches para mim. Essa foto embaixo é de uma instalação, no Boulevard de Belleville. Sensacional, não? :/

Nuits Blaches em Belleville

Nuits Blaches em Belleville

A Tati chegou na França, e marcamos um jantar aqui em casa com o Yoann e ela. Fiz um atum com molho Roquefort e legumes. Fica difícil preparar carnes e peixes com uma frigideira vagal com placas térmicas e pouco espaço. Mas enfim, ficou gostoso. O casal contou que quer mesmo ficar em Sampa, depois da viagem pela Grécia de férias.

Jantar com Yoann e Tati

Jantar com Yoann e Tati

Atum com molho roquefort

Atum com molho roquefort

Todo ano em Paris tem uma feira de produtos típicos de Aveyron, um departamento do sudoeste da França perto de Toulouse e Montpellier. De lá vem (sem acento agora né?) os canivetes de Laguiole, adorado pelos franceses e copiado pelos chineses. A feira é sempre em Bercy, pois lá tem um restaurante com comida da região e uma rua com nome de uma montanha de Aveyron. A Patricia, minha ex-vizinha da Gávea, mora lá e chamou a gente. Combinei também com o André, outro ex-vizinho da Gávea, primo do Bruno, que estava em Paris. Ele se perdeu e não conseguiu chegar hehe.

Na saída da Cour Saint-Emilion já tinha uma movimentação, uma exposição de brinquedos e jogos artesanais. Umas crianças adultas e outras infantis brincando ali, como esse senhor embaixo e seu cavalo de madeira. Eu joguei um tipo de bolichinho, com bolas de madeira numa ladeira que deviam ficar presas em buracos, lesgal!

Exposição de brinquedos

Exposição de brinquedos

Jogo de tabuleiro

Jogo de tabuleiro

Chegamos na feira, encontramos a Patricia e o Vincent e demos uma volta. Vimos o Aligot, um panelão de um tipo de purê de batata com queijo. O Vincent comeu um inteiro, tinha pedalado o dia inteiro, por esporte, e não tinha almoçado, eram umas 16:00hs já. Ele comeu o Aligot com um salame que a gente também beliscou. Quando acabou ele disse que era pouco, eu aconselhei ele a esperar o Aligot assentar, o que se provou bastante sensato. Vocês sabem como é, esse tipo de comida é como o cimento, precisa de um tempinho para curar, e depois vira uma pedra. Ajudamos tudo isso com vinhos de Aveyron, nenhum muuuuuuuuito bom, tenho que fazer notar.

Aligot

Aligot

Tinham muitos tipos de queijos (Anna comprou dois), pães parecidos com vulcões, salames (comprei um), carnes, vinhos e comidas preparadas na hora. A Anna comeu um farçous, tipo de bolinho frito de espinafre com linguiça. A gente ficou conversando com os amigos da Patricia, um casal de franceses. Depois a fome bateu de verdade e sentamos no l’Auberge Aveyronaise pra comer, esperamos vinte minutos para sermos atendidos, e desistimos. Era melhor termos ficado, porque o restaurante “italiano” da Cour Saint-Emilion tinha um serviço lento e uma comida pouco italiana. Mas matou a fome, é o que importa certo?

Pães de Aveyron

Pães de Aveyron

Feira temática de Aveyron

Feira temática de Aveyron

Vincent

Vincent

Farçous, um bolinho frito de espinafre com charcuterie

Farçous

Patricia enchendo os copos

Patricia enchendo os copos

Banda típica de Aveyron

Banda típica de Aveyron

Depois da feira fomos para casa nos preparar. Tínhamos combinado com o Bruno, a Alê e o André uma viagem para a Borgonha. Isso mesmo pessoal, BORGONHA, o paraíso dos vinhos na terra, o lugar me conquistou. Mais pela simpatia do que pela técnica, gosto também dos outros vinhos, mas na Borgonha tem algo mágico, humilde e histórico. Claro que existe um pouco de orgulho na região, os caras fazem vinhos fantásticos, mas não é um orgulho arrogante, pelo menos não senti. A IDEIA da Borgonha me atrai, não sei explicar. O Bruno comprou um pequeno lote do vinhedo Château de Villars Fontaine, uma vinícola pequena nas Hautes-Côtes (encostas altas) de Nuits-Saint-Georges, esta uma cidadezinha entre Beaune e Dijon. Pegamos a estrada de noite no sábado no carro do Bruno, nossa primeira viagem oficial na França (eu já fui para o Vale do Loire trabalhando). Chegamos de madrugada no hotel ETAP da cidade, tudo automatizado, pagamento com cartão de crédito na porta, que te dá um código pra você entrar no hotel e no teu quarto, nenhum funcionário à vista. Acordamos meio cedo, tomamos café e fomos pra cidade.

Ruazinha de Nuits Saint Georges

Ruazinha de Nuits Saint Georges

Adega Morin Père & Fils

Adega Morin Père & Fils

Visitamos uma adega, vimos a adega e provamos alguns vinhos, que o Bruno comprou.

Cave da Adega

Cave da Adega

Dali fomos procurar o vinhedo dele. Quando chegamos estava muito cedo para o encontro marcado com o dono do vinhedo, Bernard Hubelot. Mas curtimos um pouco a paisagem e o sol.

Paisagem Burgonhesa(?)

Paisagem Borgonhesa(?)

André, Bruno, Alê e Anna

André, Bruno, Alê e Anna

Saímos para procurar um restaurante pra almoçar. No caminho o pessoal foi roubar uvas de um vinhedo. Ainda bem que não houve testemunhas e não fomos presos.

Galera roubando uvas

Galera roubando uvas

Almoçamos num restaurante no centro de Nuits-Saint-Georges, demorou muito pra chegar, mas tava gostoso.

Almoço marrom em Nuits-Saint-Georges

Almoço marrom em Nuits-Saint-Georges

Foto vanguarda - As diagonalidades

Foto vanguarda - As diagonalidades

Acabamos ficando atrasados pela demora do almoço, e pegamos o caminho pra roça. Chegando lá visitamos os vinhedos com o capataz.

Vinhedo Château Villars de la Fontaine

Vinhedo Château Villars de la Fontaine

Vinhedo

Vinhedo

Uva

Uva

Apanhador sasonal de uva

Apanhador sasonal de uva

Depois o Bernard chegou, um senhor simpático e cordial, apaixonado pela vinicultura e pela enologia. Mostrou pra gente a produção que estava ocorrendo no momento mesmo, e depois nos mostrou sua cave, com alguns milhões de litros estocados, e vinhos de guarda com até 20 anos.

Maquinário de fabricação de vinho

Maquinário de fabricação de vinho

Adega

Adega

Garrafas

Garrafas

Após a visita à cave fomos provar os vinhos. Os vinhos do château são Premier Cru, o que já é bem bão. Provamos vinhos Pinot Noir de 17 anos, tintos muito saborosos e equilibrados, compramos algumas garrafas e ouvimos a história da luta do Monsieur Hudelot para manter o negócio funcionando apesar da burocracia, do heterodoxismo (somente na questão de fazer negócio, pas question de mudar o jeito que se faz vinho de guarda!) e da falta de crédito.

Sala de degustação

Sala de degustação

Rodolfo e Katia vieram passar férias na Europa. Acho que vou ver mais ele agora do que via quando morava no Rio. Encontramos eles na loja do Nexpresso da Champs Elysées. Visitamos o Arco do Triunfo juntos e depois comemos no Quick, espécie de McDonald’s francês, pas mal. Eles estavam na função turista primeira vez em Paris, depois de Londres, então não deu pra fazer mais um programa.

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo

Katia e Anna

Katia e Anna

Túmulo do soldado desconhecido

Túmulo do soldado desconhecido

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo

Perto do meu trabalho em Ivry vi uma máquina muito esquisita. O cara tava dirigindo de dentro do cestinho, dis costa! E o veículo não parece ter nenhuma função aparente, é um verdadeiro mistério. Todo dia eu pego a linha 11 em Belleville, depois a linha 14 no Châtelet, desço na Bibliotheque F. Miterrand, pego o Bus 325 direção Château de Vincennes e desço no centro comercial Quais d’Ivry. Pouco menos de uma horinha. Almoço congelados do Carrefour, saladas frescas no King Croissant ou pratos engordurados no chinês do Shopping. Os congelados do “Carrouf” são bons! Tem comida francesa, chinesa, libanesa, italiana… Custam de 2 a 5 euros, olha aí a opção para os mochileiros.

Veículo estranho

Veículo estranho

Rafael Genu, grande estrela do indie brasuca, grande estrela da publicidade carioca, se instalou definitivamente e tem até babá para algumas noites de fim de semana. Fomos no Flèche d’Or, uma casa de shows pequena e muito simpática, climpa de underground, ver o Man like me, banda que pelo que eu entendi está ficando famosinha e já apareceu em comercial da IKEA. É uma banda de um vocalista inglês branco histriônico que força no sotaque jamaicano, um programador de teclado, bateria e efeitos, um saxofone e um trompete/trombone não lembro. Ele também chamou o Daniel Japa, seu amigo brasileiro que estava de férias com a namorada muito simpática mas que eu não lembro o nome, foi malz.

Anna, Genu, Sheilinha, errrrrr, e Daniel

Anna, Genu, Sheilinha, errrrrr, e Daniel

O vocalista tirou a camisa e até escalou a estrutura aérea do palco. Mas os caras são bons :) eu me diverti bastante.

Man like me

Man like me

No mesmo finde encontramos o Moralez e a Pati pra nos despedirmos dele num show de rockabilly/punk/core qualquer coisa perto da Gare de Lyon. Foi divertido, mas barulhento.

Banda paulistana de rockabilly

Banda paulistana de rockabilly

Outra despedida foi do Edgar, fizemos uma raclette na casa do Bruno. Raclette é um prato de batatas cozidas e queijo derretido, com diversos acompanhamentos (pão, frios). Rola uma maquininha especial pra isso, você coloca uma fatia de queijo numa pazinha, coloca a pazinha dentro da maquininha, em cima tem um prato quente pra batata não esfriar, aí você pega a pazinha com o queijo derretido e raspa a pazinha com uma colherzinha de madeira ou prástico. É manero!

Raclette no Bruno

Raclette no Bruno

Pessoal, hoje em dia não pode mais levar bebdida pra dentro da cabine.

Proibido

Proibido

Finalmente conseguimos combinar algo na casa da Patricia (dessa vez a minha ex-vizinha da Gávea). E foi uma raclette, dose dupla de raclette no mês, uma introdução intensiva aos encantos desse prato francês. Tocamos violão horas, bebemos vinhos e engordamos alguns quilos.

Raclette na Patrícia

Raclette na Patrícia

Reservem um tempinho pra ler esse post imenso.

A Pat já havia chegado tipo em  maio, mas o Moralez, namorado dela, só chegou em agosto. Eles chamaram a gente pra um picnic despedida de uma amiga dela no cais da Pont Neuf. Foi legal, ficavam passando os Bateaux Mouches com faróis fortes iluminando a gente e um bando de turista dando tchau. Um sujeito fez um bundalelê pros turistas.

 

Picnic com Pat e Moralez

Picnic com Pat e Moralez

 

 

Pont Neuf

Pont Neuf

 

Comemoramos o aniversário do Edgar no Bouillon Racine, um restô bem bacana no quarteirão latino (hehe – falava-se muito latim por lá antigamente – sabiam que chaminé vem de chemin de la fumée? – nada a ver só lembrei). Tem decoração da Belle Époque, é chique mas simples, comida excelente, comi um bar aux légumes, Anninha comeu uma marmite de saint-jacques, nham.

 

Bouillon Racine

Bouillon Racine

 

 

Vi, Bruno e Alê

Vi, Bruno e Alê

 

 

Anna e Edgar

Anna e Edgar

 

No dia seguinte combinamos de experimentar a Champagnirinha: cachaça, champanhe, laranja e limão, num bar perto da Bastilha. Cheguei na hora combinada, i.e., esperei sozinho um bocado :) , mas depois foi tudo bem. Bebemos e comemos.

 

Café du Passage

Café du Passage

 

No fim da noitada, eu, Alê e seu amigo Marcelo resolvemos esticar, fomos beber no La Mécanique Ondulatoire.

 

Rapha, Alê e Marcelo.

Rapha, Alê e Marcelo.

 

 

Alê na motoca

Alê na motoca

 

Numa das andanças pelo bairro, procurando os correios, achei esse barbeiro masculino na Rue Menilmontant. É barbeiro de macho, não tem essas frescuras não, mas o chato é que não tinha manicure também. Cortei meu cabelo lá uma vez já, passei máquina. E o nome da rua não esconde, é uma ladeira.

 

Barbeiro

Barbeiro

 

O Rafa Moralez se acha meio imortal, sabe que nem aquele cara da peça do Pedro Cardoso? Ele é meio anarquista rock anticyber punk filósofo. Então marcou seu aniversário no pub Highlander.

 

Highlander

Highlander

 

Ficamos lá um tempo e depois começamos uma peregrinação pelo QL (quarteirão latino) à procura de um boteco que agradasse aos padrões exigentes del Señor Moralez. Demos uma volta e acabamos perto do Highlander, onde apareceram outros amigos da Pat.

 

Boteco

Boteco

 

Aí o boteco fechou cedo, é uma brasserie na verdade, fomos caminhando pelo QL um tempo, entramos numa buate chique só pra dar uma olhada, acabamos andando pros lados do mercado de Saint-Germain e entramos num outro pub mais mauriceba.

 

Pat, Moralez e Xavier

Pat, Moralez e Xavier

 

Dia desses resolvi conhecer a Rue de Rome e suas luterias, os artesãos que fabricam instrumentos musicais. Peguei um velib, mas no meio do caminho começou a chover, e eu esperei um pouco. Fiquei esperando um pouco e depois continuei. Esse é o inconveniente da bicicleta né? Mas a liberdade de não ficar preso nos engarrafamentos é… bem… libertadora :/

 

Pedalling in the rain

Pedalling in the rain

 

Nosso amigo italiano Fabio voltou da viagem que ele fez pro Brasil. Na passagem pelo Rio ficou na Pensão Dona Regina, uma pensão muito chique lá no Leblon. Aliás meus amigos, quem souber de estrangeiros querendo alugar um quarto lá o preço é bom e o atendimento é personalizado (com muito samba), e eu não estou brincando. Fabio queria agradecer e o seu jeito de agradecer foi me fazendo cozinhar uma feijoada :/. Hehehe, olha, eu tenho aqui duas bocas de fogão elétrico, recursos panelescos limitados e difícil acesso a matéria-prima tupiniquim, portanto não foi fácil. Comecei passando por 3 supermercados diferentes pra achar linguiças parecidas com a calabresa e o paio, acabei usando bacon e morteaux. Peguei empresatada a panela de pressão do Yoann em Saint-Mandé, depois atravessei a cidade de metrô pra comprar farinha de mandioca, feijão preto e carne seca na Coisas do Brasil, no 15éme. A couve eu improvisei com as folhas externas do repolho verde, que é um tipo de couve. Vou dizer que ficou uma feijoada respeitável, e eu nunca gostei mesmo das partes inteiras do porco.

 

Fabio ajudando

Fabio "ajudando"

 

 

Refogado pro arroz e a feijoada borbulhando

Refogado pro arroz e a feijoada borbulhando

 

Uma coisa o Fabio realmente acertou, nos trouxe um grana padano excelente (parmesão de gente esnobe), ainda tenho uma sobra na geladeira. Mudando de assunto, a estação de metrô mais maluca é essa debaixo, abaixo do Musée des Arts et Métiers. Todo coberto de cobre, parece uma fase do jogo Bioshock (quem jogou?).

 

Arts et Métiers

Arts et Métiers

 

Se lembram daquela festa na cave que eu fui? Na mansão da Place des Vosges ocupada por jovens idealistas? Então, a Agneshka, aquela polonesa que eu conheci fez a festa de aniversário dela na cave da mansão, foi engraçado. Ela criticou as nossas fantasias, mas poxa, ela parece anos 50 mais que a gente?

 

Festa 50's Agneshka

Festa 50's Agneshka

 

Na saída da festa a gente foi pegar uns Velibs pra voltar pra casa, era perto e fazia um tempo gostoso. Chegando na estação de bicicletas vimos que tinha uma sacola de pães numa das cestas. O Moralez pegou essa bike e começou a distribuir pães para os desconhecidos na rua, às duas da manhã. E o mais legal foi a gente agitando os pães como se fossem espadas, de cima das nossas montarias.

 

Bicicleta com uma sacola de pães

Bicicleta com uma sacola de pães

 

Parisiense se amarra numa manifestação. Gosta tanto que chama até carinhosamente de une manif. Já houve várias desde de que chegamos. O lance atual é reclamar sobre o plano do Sarkô de mudar de 60 para 63 anos a aposentadoria, a retraite. Pense num assunto que os franceses gostam de reclamar, mexeu num dedinho dos benefícios sociais “conquistados” bota gente na rua fazendo a festa da democracia. O transporte fica prejudicado, rolam uns engarrafamentos monstros, a polícia ajuda a manifestção bloqueando até as ruas laterais. Um dia eu não consegui entregar uma cliente na casa dela pois a manif bloqueou da Bastilha até a Republique. A cliente saltou e foi a pé.

 

Manif

Manif

 

Pra comemorar a passagem do meu amigo Giacomazzi pela cidade fizemos um pics manero no Buttes Chaumont. Pra mim é o parque mais bonito de Paris, fica numa antiga mina de alguma pedra, acho que a pedra talhada das fachadas dos prédios. Vieram a Nádia com amigas , a Virgínia que mora em frente ao parque, e o Rafael Genu com sua esposa Sheila e sua filha Sofia. O Genu é um amigo meu da galera do roque independente lá do Rio, veio trabalhar numa boîte de pub, uma agência de publicidade. Tocamos violão durante 6 horas, esvaziamos algumas garrafas de vinho e comemos muitos queijos. Mas a grande estrela foi a pequena Sófi.

 

Sofia

Sofia

 

 

Pics

Pics

 

 

Genu de vermelho e Sheila de branco ao seu lado

Genu de vermelho e Sheila de branco ao seu lado

 

 

Violada

Violada

 

Num dia desses o Alberto deu uma festa de aniversário na casa que eles alugaram na Rue des Écoles, aquela rua famosa da Sorbonne, do Instituto Jussieu e do Collège de France. Adoro essa área final do Boulevard Saint-Germain, Instituto Árabe, etc. Enfim, Anninha tava resfriada, eu fui com a minha viola. Tinha um bocado de gente do trabalho da Ju, mais alguns amigos e familiares, montes de brasileiros, alguns franceses e três espanholas. Toquei o terror com a minha viola, atacando de pop e forró. Deixei a bossa nova porque tinha lá o Paulo Costa, fera da bossa nova em Paris. Conversei bastante com dois gêmeos sulistas. No final o Paulo tocou o fino e todo mundo parou pra ouvir.

 

João, Juliana e Alberto

João, Juliana e Alberto

 

Um dia desses fui fazer um exame médico para motoristas, em Montparnasse, e aproveitei pra subir na Torre de Montparnasse. É o edifício mais alto de Paris, é de escritórios e fica ao lado da Gare e do cemitério de Montparnasse. É mais uma das construções que dividem os parisienses. Alguns dizem que o lugar mais bonito de Paris é na Torre de Montparnasse, pois é o único lugar de Paris de onde você não vê a Torre de Montparnasse. Mas é verdade! A vista é a melhor da cidade, apesar de obviamente observar melhor a Rive Gauche, a Rive Droite é meio longe.

 

Torre de Montparnasse

Torre de Montparnasse

 

Na foto de baixo dá pra ver a a Rue des Rennes inteira, chegando até o Boulevard Saint-Germain, e o Boulevard Raspail cortando em diagonal.

 

Rue de Rennes

Rue de Rennes

 

Essa é a vista da Torre Eiffel e dos Inválidos, com La Défense atrás da Torre. Essa avenida grande é o Boulevard des Invalides.

 

Torre e Inválidos

Torre e Inválidos

 

Dali fui encontrar a Anna no Museu Rodin, ao lado dos Invalides.

 

Hôtel des Invalides

Hôtel des Invalides

 

O museu é bem bonito, fica no Hôtel Byron. Esse palacete foi construído por um Moras, sabiam? Um financiador chamado Abraham Peyrenc de Moras, em 1730. Será que somos descendentes de judeus TAMBÉM? Achei uma página sobre a família Moras – http://membres.multimania.fr/familledemoras/, somos descendentes dos italianos DI MORRA, uma nobreza de espada, nobreza medieval. Voltando, o palacete virou embaixada da Rússia, foi comprado por uma nobre que o doou à ordem do Sagrado Coração. Na separação entre religião e estado, foi confiscado pelo governo e seria derrubado. Em 1905 passou a abrigar provisoriamente alguns artistas, como Rodin, Matisse e a escola de Isadore Duncan. Rodin prometeu doar toda sua obra ao estado se a casa virasse o Museu Rodin, o que acabou acontecendo.

 

Pensador

Pensador

 

A Porta do Inferno nunca foi terminada, mas é impressionante do jeito que é. Esses artistas são todos doidos.

 

A Porta do Inferno

A Porta do Inferno

 

Os Burgueses de Calais é uma das minhas preferidas, esses caras meio que foram sacrificados na Guerra dos Cem Anos para acabarem as hostilidades na cidade de Calais. O grupo de estátuas é muito expressivo, parecem vivos e conversando entre si.

 

Les Burgeois de Calais

Les Burgeois de Calais

 

No dia seguinte o Edgar marcou de fazer um risoto na casa do Bruno. Aproveitei e fui de manhã conferir uma feira de videogames que aconteceu no Paris Expo de Porte de Versailles. Estava cheio, tinha um campeonato de corrida num grande telão, duas vintenas de consoles e arcades disponíveis com os jogos do momento (Tekken 3 e Super Street Fighter IV me atraíram), e uma exposição de videogames antigos, parece que tem um museu superlegal em Paris, quero descobrir. Estou esperando mesmo é o lançamento de Dead Space II!

 

Intelivision

Intelivision

 

A exposição, apesar de ser chamada de Videojeux, também dedicou bastante espaço pro RPG e jogos de tabuleiro. Não tava com saco pra ver isso, mas me lembrei de quando eu e Lucas fomos na segunda RPG-Rio, a gente mestrou uma aventura de improviso pra um grupo de crianças, eles adoraram, era uma história na Lapa, misturando um sobrado-bar-bordel com um vilão adorador de Exu (que racismo né, Exu é só o mito de um comunicador entre mundos).

 

Mesas de RPG

Mesas de RPG

 

Peguei um Velib e fui encontrar o pessoal na casa do Bruno. No caminho encontrei a Rua abaixo, fica no 15éme.

 

Rua Santos Dumont

Rua Santos Dumont

 

Passei também pela praça Alésia, que tem outro nome sem graça, e sua igreja de Saint-Pierre de Montrouge.

 

Église Saint-Pierre de Montrouge

Église Saint-Pierre de Montrouge

 

O Edgar caprichou nos risotos. RisotoS pois o Bruno é fresco e não come um monte de coisas, por exemplo camarão, o ingrediente principal do risoto que o Edgar fez. O outro risoto foi de frango e molho de tomate, ficou bom também, admito. Como sempre o almoço descambou pra violada.

 

Edgar e seu risoto

Edgar e seu risoto

 

Seguindo a nossa vontade de começar a visitar todos os pontos turísticos da capital, eu e Anna fomos nas Arènes de Lutéce, na Rue Monge. Muito bonita, construída na ocupação romana nos primeiros séculos depis de Cristo, hoje em dia ficam uns velhinhos jogando bocha, adolescentes se pegando e pessoas almoçando no sol.

 

Arenas de Lutécia

Arenas de Lutécia

 

Depois visitamos o Museu da Idade Média, no Hôtel de Cluny. Esse Museu agrega o palacete medieval e as ruínas das termas romanas, com uma coleção muito bacana sobre a vida medieval, estátuas, tapeçarias, espadas, pinturas, vitrais. Mas é muita coisa pra ver, a gente ficou meio de saco cheio no final :P

 

Tipografia medieval

Tipografia medieval

 

 

Estátuas que ficavam na Notre-Dame

Estátuas que ficavam na Notre-Dame

 

Fui fazer a minha entrevista de emprego em Ivry-sur-Seine, numa firma de receptivo de turistas brasileiros. A Anna me acompanhou, depois pegamos uns Velibs até a Biblioteca François Miterrand, é um lugar arquiteturalmente grandioso e maluco, na beira do Sena.

 

Biblioteca François Miterrand

Biblioteca François Miterrand

 

 

Escadaria da Biblioteca

Escadaria da Biblioteca

 

Meu amigo Guillaume me chamou pra uma exposição coletiva que ele participou, perto do Pompidou. Um monte de maluco tentando impressionar as pessoas com o Mickey em um contexto chocante. Não dava pra andar direito na galeria, NEM NA RUA EM FRENTE.

 

Exposição Mickeyland

Exposição Mickeyland

 

 

Expo Mickeyland

Expo Mickeyland

 

Encontramos a Flavia que veio passar uns dias com sua prima. Comemos e bebemos num indiano na Bastille, e no dia seguinte fiz um Rigatone com molho branco e cogumelo pra elas.

 

Flavia e sua prima

Flavia e sua prima

 

Comecei a trabalhar nessa firma de Ivry-sur-Seine, e a Biblioteca François Miterrand é onde eu salto da linha 14 pra pegar o ônibus 325. No entorno esbarrei numa rua curiosa, tentem descobrir o nome da rua.

 

Um javali por Tutatis!

Um javali por Tutatis!

 

 

Esses romanos são loucos!

Esses romanos são loucos!

 

 

Agnan é o xuxu da professora.

Agnan é o xuxu da professora.

 

 

Alistem-se, vocês vão conhecer o mundo, eles diziam...

Alistem-se, vocês vão conhecer o mundo, eles diziam...

 

 

Rue René Goscinny

Rue René Goscinny

 

Tem até uma livraria especializada no Goscinny! Bom pessoal, consegui um emprego, a Anninha ainda está na procura, mas as coisas começam a se acomodar por aqui. Venham visitar.

Olá pessoal, tenho noção de que demorei muito a escrever este novo post, e que a vida de vocês esteve mais vazia e menos colorida durante esse período. Mas dêem-nos um desconto, afinal tivemos que ficar aturando Paris no verão, andar pelas ruas debaixo de sol, engolir fígados de pato, trocar de apartamento, eu tive que me esforçar no violão para agradar terceiros… Vida dura. Preparem-se para um proust imenso. Vamos começar por uma foto lugar comum de um ponto turístico muito bonito, na Île-de-la-Cité.

Notre Dame de Paris

Notre Dame de Paris

Eu tento fugir mas o bambu fica me puxando o pé. Fui visitar o Jardin D’Emeraude em Saint-Remy-Le-Chevreuse, que fica na casa do paisagista Marc Bouillon, marido da Florence que vem a ser a presidenta da associação francesa de bambu. Muito bonito o jardim, muitas espécies asiáticas e algumas chilenas. Me inscrevi na associação.

Saint-Remy-Le-Chevreuse

Saint-Remy-Le-Chevreuse

No caminho que eu fazia de bicicleta todo dia eu vi esse grafiteiro.

Grafite

Grafite

Um pequeno causo burocrático: carteira de motorista. Existe um acordo no qual o brasileiro, entre outros, pode dirigir na França com sua carteira de motorista original. Eu traduzi a carteira no consulado brasileiro, depois de ter perdido 30 euros e algumas horas, também levei uma cantada de funcionário. Ele me explicou que o consulado funcionava dentro da embaixada, aquela mansão na beira do Sena, mas foi transferido para a Ave Franklin Roosevelt (se fala Frrrranklin Rusevelllllt), e nesse processo rolou um monte de problemas como a queima de algumas máquinas e falta de pessoal durante treinamento para utilizar as novas impressoras antifalsificação classe A Plus.

ENFIM, para pedir uma carteira francesa em troca da minha brasileira, fui na Prefeitura da região onde morava, uma viagem chatinha, e peguei aquela fila maneira pra descobrir que devia na verdade fazer o pedido pelo correio. PELO CORREIO, eu já estava lá. Mandei pelo correio, no começo de julho, e até agora nenhuma resposta. Que saudades do DETRAN. Mas acho que vou ignorar esses caras e trocar aqui em Paris, já que viramos cidadãos da cidadeluz, isso mesmo, antes éramos suburbanos, e agora somos chiques e esnobes, não falem mais conosco. Demos um neighbourhood upgrade. Se bem que o novo quartier é menos burguês e mais popular, mas isso é no final do brogue de hoje.

Préfecture du Val du Marne

Préfecture du Val du Marne

O jogo Espanha e Alemanha o signori Cavaterra me chamou pra assistir num bar do Faubourg Saint-Antoine, com seu amigo alemão. Coitado, perdeu e ainda teve que aguentar 3 amigos espanhóis zoando ele depois do jogo. Fui tomar uma cerva final com os espagnoles después.

Espanhóis zoando o alemão

Espanhóis zoando o alemão

Nosso cinema de escolha é o UGC Bercy, fica do lado do Parc de Bercy e do centro de espetáculos, e dentro da Cour Saint-Emillion, um lugar muito agradável. Tem até uma torre eiffel de bambu no parque! Vimos Shrek 4, Inception e Toy Story 3.

Parc de Bercy

Parc de Bercy

Torre Eiffel de bambu

Torre Eiffel de bambu

O caminho de Saint-Mandé até o 20éme é bem agradável, pega a Rue de Lagny bem calma, passa pelo Parc Sarah Bernhardt, cehga no Boulevard de Couronne, passa pelo Père Lachaise, Blv Menilmontant até chegar em Belleville. Assistimos a final da copa na casa da Virgínia, ela conseguiu um studio espaçoso, com uns 30 mètres carrés², coisa fina, em FRENTE ao Parc Buttes Chaumont (o qual inacreditavelmente ainda não inauguramos com algum piqs). O apê dela já virou point de saraus e soirées, e só falta ela tomar vergonha na cara e consertar a flauta.

Boulevard de Charonne

Boulevard de Charonne

Casa da Virgínia

Casa da Virgínia

Ah o patriotismo… Sinônimo de algumas manifestações artísticas interessantes, mas também justificativa para as mais incríveis estupidezes maluquices. 14 de julho, a queda da Bastilha, aquele símbolo da monastia, que na época da queda já nem era mais usada com frequência esegundo meu pai já tinha muito barzinho em volta, enfim, o povão feliz e adrenado foi lá botqr pra quebrar. E a gente hoje em dia assiste uns fogos bem legais ali perto da Torre. A gente achava que seria na Torre, mas foi no Trocadéro. Valeu a pena mesmo assim.

Alê, Edgard, eu, Vi, Anna e... foi mal esqueci

Alê, Edgard, eu, Vi, Anna e... foi mal esqueci

14 de julho

14 de julho

No meio de julho acabou o período de trabalho do Marcelo na Archi5. Rolou uma festa de fim de ano da firma pouco antes do retorno deles ao Brasil, em Montreuil, regada a Champagne, vinho, pavês, queijos, pães e legumes. Lá conheci o Glenn e a Agneshka, essa é uma polonesa que já estudou na PUC-Rio e conhece uma amiga em comum, who would say? Grobalizassaum. O piquenique de despedida do Marcelo e da Rafa foi bem legal, na beira do Sena, com os amigos franceses, brasileiros e italianos, com direito a violão, uma capoeira rolando mais à frente e uma zabumba marroquina no gramado ao lado.

Piqs despedida Marcelo e Rafaela*

Piqs despedida Marcelo e Rafaela

A prima da Anna, a Paulinha, passou por Paris aí comemos um crepe com cidra em Saint-Michel.

Paulinha

Paulinha

Um lugar muito bom para shows gratuitos de verão é o Parc de La Villette, no nordeste de Paris. Fomos duas vezes para o Jazz à La Villette, no primeiro vimos o guitarrista malinês Vieux Farka Touré (apesar do nome, ele é FILHO do Ali Farka Touré), o pianista/tecladista congolês Ray Lema (fantástico em algumas músicas), o tocador de oud tunisiano Jean-Pierre Smadja (conhecido como Smadj, que mistura música árabe com jazz e trip-hop, muito bom), e o tocador de oud libanês Rabih Abou-Khalil. Esse Rabih, apesar de ser um músico excelente, tem o péssimo hábito de falar pacas antes de cada peça. Como nós já estávamos cansados quando o show dele começou, e eu tinha visto o show desconstrutivista dele no Jazz La Défense, resolvemos não encarar o show todo.

Vieux Farka Touré

Vieux Farka Touré

Mundaréu assistindo os show

Mundaréu assistindo os show

Gringo

Gringo

O parque é muito bonito, tem cinema ao ar livre no verão, galerias e lojas de arte, gramados e a Bassin de La Villette, onde você pode pegar o barco de transporte. Nesse dia eu vi uma roda de música árabe, de capoeira e de maracatu.

Domo geodésico de espelhos - Planetário

Domo geodésico de espelhos - Planetário

Eu e Sylvain no reflexo

Eu e Sylvain no reflexo

Bassin de La Villette

Bassin de La Villette

Roda de maracatu

Roda de maracatu

Depois de conhecer o Domenico na festa da Archi5, combinamos um jantar em casa com ele e o Fabio. O Domenico é um napolitano gente fina que é a cara do Giuliano Bonorandi, já foi construtor de barcos, já velejou pelo Brasil e quer morar na Bahia. A sonia sua esposa está grávida. Fala aí, é ou não é a cara do Giuliano?

Domenico, Sonia, Fabio e Anna

Domenico, Sonia, Fabio e Anna

Logo após fomos convidados pelo Bertrand e pela Francielle (chef profissional mineira) para um jantar na casa deles. Tudo delicioso e feito perfeitamente, a elasticidade do meu estômago foi testado essa noite. O Bertrand deu uma força e conseguiu imprimir os cartões de visita da Anna de graça! Ficaram muito bons.

Jantar Doussain

Jantar Doussain

Cartões da Anna

Cartões da Anna

A ex-chefa da Anna veio passar umas pequenas férias em Paris com o Rudi e a Joana. Assim que chegaram o Rudi teve uma crise aguda de pedra nos rins, logo ele que ama a gordura e os vinhos da culinária francesa! Sofreu o pobre, tomou muito analgésico, foi pro hospital… Fomos num italiano e tomamos um Valpolicella, mas custou caro pra ele depois.

Joana, Rudi, Anna e Flavia

Joana, Rudi, Anna e Flavia

Anna acompanhou mãe e filha no Parque Asterix.

Anna e Joana no Parque Asterix

Anna e Joana no Parque Asterix

No dia seguinte fomos no simpático Marché des Enfants-Rouges, depois passeamos pelo Marais cvendo lojas de design e terminamos no Domaine de Lintillac. Esse restaurante perto do Opera Garnier é parada obrigatória deles em paris para comer o foies gras frito, mas dessa vez não deu pra ele. A Flavia nos convidou, e experimentamos o dito cujo, primeira vez comendo o original. Olha, o gosto é muito bom, mas parece que eu tô comendo manteiga gostosa, mas estamos muito gratos pela chance de provar. Arrematei o jantar com um cassoulet de pato ma-ga-vi-lho-so. Valeu Flavia!!!

Flavia da Matta e Joaninha no Marché des Enfants-Rouges

Flavia da Matta e Joaninha no Marché des Enfants-Rouges

Cadeiras Pantone

Cadeiras Pantone

Cartaz

Cartaz

Também aproveitamos o festival de jazz do Parc Floral no Bois de Vincennes, fomos assistir a cantora franco-camaronesa Sandra Nkaké e o baixista-cantor Richard Bona, esse cara é muito bom, toca muito.

Parc Floral

Parc Floral

Rapha, Cédric e esqueci.

Rapha, Cédric e esqueci.

Na saída do Parque Floral

Na saída do Parque Floral

Depois do show fomos comer crepes no Quartier Latin com o Cédric.

Alê e Cédric

Alê e Cédric

Outro que veio a Paris foi o Affonso, com a namorada Joana, que nós não conhecíamos e adoramos. Levamos eles no Auberge Le Pot de Terre, na Rue du Pot-de-Fer, onde os mosqueteiros bebiam e comiam, fizemos nosso BG na Place de la Contrescarpe e no dia seguinte fomos no Marché des Enfants-Rouges. Affonso deu uma passada em casa de noite para uma taça de vinho.

Fifonso

Fifonso

Passamos um tempo meio preocupados pois o tempo de aluguel do apê de Saint-Mandé estava acabando. Visitamos muitos apartamentos, alguns legais, mas ninguém aceitava a gente como locatário, sem emprego, etc… Demos uma baita sorte de achar um apê legal em Belleville, perto da Virgínia, e pas chér. Ele estava razoável, como nas fotos abaixo.

Quarto

Quarto

Cozinha

Cozinha

Demos então um jantar em Saint-Mandé para nos despedir.

Cebolinhas

Cebolinhas

Cenouras

Cenouras

Rôti de Porc au Lait

Rôti de Porc au Lait

Vi, Edgar e Bruno

Vi, Edgar e Bruno

Diner

Diner

Esse é BOM

Esse é BOM

Entregamos o apê para o Yoann, e fizemos a mudança no carro do Bruno (valeu Bruno e Moralez!). Depois de um banho style Anna e processo operário Rapha o novo apê está assim.

Cour do prédio

Cour do prédio

Apê 77

Apê 77

Quarto

Quarto

Mezanino e sofá-cama

Mezanino e sofá-cama

Porta de entrada

Porta de entrada

Copeira da cozinha

Copeira da cozinha

Pia, fogão e estante

Pia, fogão e estante

Acessórios

Acessórios

Banheiro

Banheiro

O quartier é uma mistura de São Paulo com Rio de Janeiro, cheio de africanos, maghrébins e chineses. Tem uma feira enorme 3 vezes por semana no Boulevard de Belleville, dois supermercados estritamente chineses, restaurantes tunisianos, libaneses, turcos, kurdos, indianos, chineses, japoneses e até franceses!

Feira de Belleville

Feira de Belleville

Tomate coeur de boeuf

Tomate coeur de boeuf

Vou terminar esse post épico contando a noite doida que eu vivi ontem. Agneshka, a arquiteta polonesa, nos convidou para seu pré-aniversário ontem, Anninha estava cansada e eu queria fazer contatos profissionais. O endereço que ela deu na Rue de Birague dava numa porta enorme de madeira sem interfone. Por sorte tinham umas pessoas na porta me perguntando o que eu queria, expliquei e me deixaram entrar. Entrei na cour de uma mansão século XVII, decorada com paletas de madeira de supermercado e um projeto paisagístico simples, somando tudo em um aspecto rudemente elegante.

Une jovens estavam sentados, me apresentei e eles também esperavam pela Agneshka que não tinha chegado. Fiquei sabendo que a casa é uma mansão de uma velha senhora que ficou meio maluca, e os filhos não conseguem resolver o problema de sucessão, resultando em 40 anos (!) de abandono. Em outubro passado, os 35 atuais moradores forçaram a entrada e transformaram a mansão em um squat/sede de associação que luta pelo direito de todos ao alojamento (?).

Agneshka chegou, outros convidados também, vinhos foram abertos, troquei ideia com o pessoal, fiz contatos interessantes que podem virar trabalho, mostrei a guitarra, todo mundo ficou impressionado com o desenho 3D do baixo de bambu, a coisa estava indo legal e normal. Até que os outros moradores pediram para que fôssemos todos para a cave, assim não haveria incômodo, o pessoal poderia dormir em paz e a festa continuar.

Descemos para a cave, passamos por uma grande sala com uma bateria completa esperando por alguém para tocá-la, e entramos numa outra grande sala montada pelos moradores como sala de projeção, com sofás, cadeiras e projetor. O pessoal começou a ajeitar os sofás para virar uma sala de estar.

Arrumando a cave

Arrumando a cave

Nessa hora eu fui com o Julian e o Kian olhar as sala adjacente, que continuava a cave. Ela era grande também, e dava para uma outra sala à direita e outra à esquerda. Pegamos a da direita, que dava para uma escada à direita, subimos e vimos outra sala grande, essa dava DIRETAMENTE para a Place des Vosges, mas as portas estavam tapadas com compensados.

Cave

Cave

Ouvimos a Agneshka nos chamar, ela também queria explorar a cave. Descemos e fomos para a sala ainda não explorada, que abria para um corredor com diversas pequenas salas adjacentes e desembocava numa sala de máquinas sinistra. Agneshka posou para fotos fashion.

Uma marroquina, Agneshka e uma argelina.

Agneshka

Agneshka

A cave é gigante! Voltamos para a sala de projeção, conversei mais um pouco, quando abriram um vinho rosé du pays dos ruins, senti que era hora de ir embora.

Uma marroquina, Agneshka e uma argelina.
Uma marroquina, Agneshka e uma argelina.
Fachada da mansão na Place des Vosges

Fachada da mansão na Place des Vosges

Salut enfants!

Depois de um mês volto a escrever nesse espaço privilegiado. Muitas coisas aconteceram em Paris nesse tempo, teve parada Gay na Bastilha com um participante ferido a faca, teve greve geral de algumas categorias na Bastilha também, teve show do Stevie Wonder em Bercy… Mas o que conta mesmo é a Copa do Mundo, verdade?

O grande teatro tragicômico da participação francesa na Copa foi duro de engolir para os franceses. Eles achavam que não mereciam esse papelão. Mas vamos analisar os fatos: seleção de jogadores descompromissados, um treinador retranqueiro completamente fora do mundo de tão blasé, torcedores que não entendem que a França precisa comer muito feijão com arroz antes de ficarem tristes quando a França joga mal, um presidente vaidoso e baixinho que chama o Thierry Henry pra explicar o que houve… Na boa, é melhor a França treinar bastante, parar de fazer gol aos 45 minutos com a ajuda da mão e tentar ficar amiguinha de novo da Irlanda!

A gente se organizou aqui em torno do Bruno, anfitrião generoso, animado e desorganizado. O primeiro jogo vimos na casa dele, com um francês e uma alemã de torcedores isentos (sei). Aproveito para apresentar a Virginia Bessa, amiga da Bruna de Sampa que veio comer uma bolsa sanduíche sabor CAPES aqui sobre história da música. Ela é flautista e cantora nas horas vagas, e estamos tentando montar um repertório, sabe, aquela coisa samba banquinho e bossa nova que o parisiense a-do-ra.

Brasil x Coréia do Sul

Brasil x Coréia do Sul

Bandeira

Bandeira

Para comemorar o começo da Copa levei um Châteneuf-du-Pape 2004 que comprei no supermercado baratim, 18 euros. Aqui é assim, bobeou, você toma um Châteneuf-du Pape.

Châteuneuf-du-Pape

Châteuneuf-du-Pape

O segundo jogo do Brasil vimos na casa da Nadia, com três franceses brasilófilos (Nadia, Sabrina e Silvain) e cinco brasileiros. Eu preparei todas as caipirinhas, mas não bebi nenhuma, juro, fiquei só no vinho.

Brasil x Côte d'Ivoire

Brasil x Côte d'Ivoire

Na festa da música desse ano a gente escolheu um jazz cigano em Montmartre. Não foi uma boa escolha pois o restaurante tava lotado e não dava pra escutar direito da calçada, cehio de barulho, caminhão de lixo passando, criança apertando o botão de travessia para cegos no sinal de trânsito, mas tomamos um ponche com a Virgínia, e sentamos para comer num restaurante escondido ali perto. Eu comi um coelho muito bom, a Anna comeu uns lagostins meio queimados e a Virgínia não conseguiu terminar seu peixe. Depois do restaurante tentamos ver outras apresentações ali perto, mas o jazz que encontramos acabou assim que chegamos e o resto era punk ou rock anos 50 mal executado. Na próxima eu reservo mesa ou fico pela Ile de la Cité, que tem muito mais opções nessa festa anual.

Lapin et Lagoustines

Lapin et Lagoustines

O terceiro jogo vimos no Bruno novamente, com direito a um português! Tivemos também a participação de Daniel Carvalho, primo do Bruno e meu vizinho lá do alto gávea, que veio trabalhar na turnê do Caetano, de passagem por Paris.

Brasil e Portugal

Brasil e Portugal

No dia seguinte fui com a Anna assistir o show do Wayne Shorter na Esplanade de La Defense. Antes teve um um show do Rabih Abou-Khalil, libanês tocador de ud, um tipo de alaúde sem trastes. Estava esperando o máximo dos dois shows, mas os dois foram somente de composições de free-jazz minimalista e desconstrutivo. Putz, teve até um cover do Ornette Coleman, eu não consigo ainda entender essa onda. Pelo menos no dia seguinte o show do Caetano foi mais animado, gosto muito da banda dele com o Pedro Sá na guitarra, o Marcelo Callado na bateria e o outro cara no baixo.

Show do Caetano Veloso

Show do Caetano Veloso

Escultura Personage de Miró

Escultura Personage de Miró

Carol, Mariana, Silvain, Virginia e Alê

Carol, Mariana, Bruno, Silvain, Virginia e Alê

La Grande Arche de la Défense

La Grande Arche de la Défense

La Grande Arche de la Défense

La Grande Arche de la Défense

O jogo contra o Chile fomos convidados pelo Alberto e pela Juliana a assistir no seu apartamento super hiper chique. Pense num 3 quartos com varanda e uma grande sala 5o andar com elevador na Rue des Ecoles, coração do Quartier Latin. O pai da Juliana (e da Gio!) está passando uns tempos com eles, e o Joãozinho estava sarando sua catapora. A cerveja estava gelada e o Chile estava passivo.

Juliana e Alberto

Juliana e Alberto

A varanda

A varanda

Durante a semana o Marcelo Rosa chamou a gente pra festa de final de ano (quero dizer, de meio de ano, as férias deles) da firma de arquitetura onde ele trabalhou. Era também seu último dia de trabalho, os trabalhos da firma estavam expostos em cartazes, a comida e a bebida eram free, champagne, foie gras, pães, legumes crus com pastinhas, tudo muito bom. Encontramos o Fabio, colega italiano do Marcelo, e conhecemos o Domenico, arquiteto genovês marinheiro construtor de barcos e cozinheiro escolhido das quintas-feiras pelos colegas de trabalho. Quando tem cheiro de tomate na firma j´q se sabe que é o dia do Domenico.

Ele prometeu um jantar pros brasileiros, mas vai saber, esses italianos prometeram um jantar faz tempo. Outros que conhecemos foram, ambos arquitetos, o francês Glenn e a polonesa Agneshka que, PEQUENA coincidência, fez um ano de PUC-Rio e conhece uma amiga minha.

Festa da Archi5

Festa da Archi5

O fatídico quinto jogo vimos na casa do Bruno novamente, e ainda convidei o Genu, camarada da night rock do Rio que vem morar em Paris em agosto. O clima tava ótimo né, gol no começo do jogo, Robinho se animando… Enfim, depois da derrota ainda vimos o absurdo jogo Uruguai e Gana.

Rafael Genu

Rafael Genu

Esse domingo pós derrota tivemos um pequeno remédio para a tristeza, o show do Gabriel Improta, violonista carioca, com Rodrigo Villa no baixo, e participação de Julion Gonçalves na percussão, Bertrand Doussain na flauta e Michel Rabeson, pianista madagasquenho (?). Dis Gratis! no pequeno mas acolhedor Café Universel da Rue Saint-Jacques. O vídeo da apresentação eu subi no meu facebook pra quem quiser ver, o som ficou meio estourado.

Bruno e Alê a caminho da Rue Saint-Jacques

Bruno e Alê a caminho da Rue Saint-Jacques

Gabriel, Julio e Rodrigo

Gabriel, Julio e Rodrigo

Bertrand, sua esposa Francielle e Gabriel

Bertrand, sua esposa Francielle e Gabriel

Vou terminar izendo que temos andado muito de bicicleta aqui, aquela bicicleta estatal Velib :P Temos feito picnics, e saído com os amigos. Ah meu aniversário eu comemorei no Quartier Latin, num cantinho bacana do restaurante/boate Chez Georges, Rue des Cannetes no Quartier Latin.

Aniversário

Aniversário

Chope depois do trabalho

Chope depois do trabalho na Nation

Picnic com a Isabelinha

Picnic com a Isabelinha em Monceau

Crepe com o amigo do Bruno

Crepe com o amigo do Bruno na Pot au Fer

Passeio na Bastilha após jogo da Espanha visto na Daumesnil

Passeio na Bastilha após jogo da Espanha visto na Daumesnil

Finalmente tenho tempo de escrever este post. Tive 3 semanas muito cheias. Cheias de trabalho!

Na segunda-feira 10 de maio eu e Anna estávamos conversando sobre a falta de grana, já tínhamos passado duas semanas economizando em tudo. O custo aqui pra nós dois fica em torno de 1000 euros por mês, fora o aluguel.  Dá para viver bem, sem luxo. A coisa estava ficando feia, e a gente estava conversando sobre o assunto. Quando de repente toca o telefone, Anne, a irmã de um amigo de Brasília que mora em Paris, me perguntando se eu estaria precisando de trabalho. Me colocou no telefone com seu marido, o Jan Michel, que me explicou o processo básico do trabalho: motorista de agência que guia e recebe turistas brasileiros na França.

Motorista

Motorista

Nunca tinha imaginado trabalhar nesse metier, mas afinal de contas sei dirigir, tenho boa noção espacial e gosto da história européia. Não deve ser ruim, pensei na hora. E não é mesmo. No dia seguinte comecei às 7 horas da manhã, e foram 3 semanas com dois dias de folga, os quais passei gripado. Nesse tempo estive aprendendo o básico do mapa da cidade, as vias principais, os horários de engarrafamento, alguns atalhos, os locais a evitar totalmente. Um dia desses dei de cara com uma entrada fechada para obras, o que me atrasou terrivelmente.

Paris é basicamente uma bola de 35 km de circunferência, com 12 km de largura e 9 km de altura. É dividida em 20 arrondissements, o primeiro começando no centro, a Île de la Cité, os próximos se enroscando progressivamente no sentido anti-horário, como um caracol. O código postal de quem mora no primeiro arrondissement é 75001, no segundo 75002 e assim por diante. As duas áreas verdes no mapa são o Bois de Boulogne ao oeste, e o Bois de Vincennes ao leste, que foram incorporadas a Paris e não possuem moradores (sem contar os nossos amigos animais e plantas).

Arrondissements encaracolados

Arrondissements encaracolados

Paris intra-muros, como é chamada a Paris propriamente dita, sem os subúrbios (a banlieue), é definida desde os anos 70 pelo anel rodoviário conhecido como Boulevard Périphérique, que engloba o círculo que é Paris. Como se fosse as marginais de São Paulo combinadas. Mas no caso só tem um rio, o majestoso Sena, que corta a cidade mais ou menos de leste a oeste, definindo a Rive Gauche (margem esquerda, com fama de boêmia intelectualizada) e a Rive Droite (margem direita, com fama de conservadora). Hoje em dia não existe mais essa divisão social, está tudo misturado.

A história de Paris começa cerca de 3 séculos antes de Cristo, com uma tribos celta chamada os Parisii se instalando na região. As tropas de Júlio César chegam lá em 52 antes de Cristo, conquistam a cidade e a renomeiam de Lutécia. 400 anos e diversas invasões depois, a vila fortificada na ilha central ganha o nome dos seus habitantes, Paris. Dessa época galo-romana sobraram algumas ruínas como as termas do Boulevard Saint-Michel e as fundações da arena de Lutécia na Rue Monge.

A partir daí a cidade vai se expandindo para longe das ilhas centrais, sempre se fortificando quando necessário, até 1840 quando é construída a Enceinte de Thiers, a última muralha de proteção. A muralha foi destruída em 1930, e hoje em dia a Périphérique tomou seu lugar. Esse começo de apresentação da cidade eu aprendi escutando meu chefe na tarefa de informar os clientes. A osmose funciona!

Os primeiros dias foram difíceis, estava bem frio e eu completamente desacostumado a tudo. Estou dirigindo na maioria das vezes uma van enorme para 10 pessoas, com marcha automática, numa cidade nova com milhares de regras de trânsito diferentes. O GPS ajuda muito, mas ele já tentou me fazer entrar na contramão algumas vezes. Algumas vezes dá para almoçar com calma, e acabei conhecendo o El Cervantes, de um amigo do meu chefe. Comida espanhola boa, bonita e barata.

El Cervantes

El Cervantes

Salmão com omelete de batata no forno

Salmão com omelete de batata no forno

A maioria dos trabalhos consiste em levar os clientes do hotel para o aeroporto e vice-versa, então estou me familiarizando com os trajetos Paris-Charles de Gaulle e Paris-Orly. Uma coisa importante é saber em qual porta pegar o periférico, a escolha certa pode economizar mais de uma hora de engarrafamento.

Aguardando clientes no Champs-Elysée

Aguardando clientes no Champs-Elysée

Hotel George V

Hotel George V

Orly Sud

Orly Sud

Outro tipo de trabalho é o City Tour, onde o motorista passeia com os turistas pela cidade, mostrando os pontos turísticos principais, assim o turista pode depois com calma escolher os pontos preferidos e voltar a pé para curtir com calma. Eu ainda não tenho gabarito para fazer isso sozinho, mas já dirigi enquanto meu chefe dava as explicações.

É para lá a torre

É para lá a torre

O Domo dos Inválidos

O Domo dos Inválidos

O Panteão

O Panteão

Nessa semana tive a oportunidade de levar clientes para Versailles e para o Vale de la Loire.

Château du Clos Lucé

Château du Clos Lucé, última casa de Leonardo da Vinci

Vila de Amboise

Vila de Amboise

Castelo de Chambord

Castelo de Chambord

Chambord - esse na foto é meu colega de trabalho Wendel

Chambord - esse na foto é meu colega de trabalho Wendel

Empregado do café

Empregado do café

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